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terça-feira, 16 de novembro de 2010

amor a terra

Saudamos a todos que amam a terra e fazem dela uma fonte saudável de trabalho e lazer.

DEFENSIVOS ALTERNATIVOS E NATURAIS

Na agricultura ecológica, quando ocorre o desequilíbrio nas plantas, com ataque de pragas ou doenças, são recomendados somente o emprego de produtos que não contaminem a planta, o homem e o ambiente. Esses chamados defensivos alternativos e naturais, tem baixo impacto ambiental. Sua ação benéfica, não favorece o surgimento de patógenos resistentes. Possui baixa toxicidade aos inimigos naturais e mínimo efeito sobre o ambiente e o homem. O agricultor deve manter o controle dos teores de macro e micronutrientes nas plantas, evitando a aplicação em excesso. Além dos extratos de planta, como o alho, fumo, cavalinha, pimenta, nim, etc., podemos usar produtos naturais, como os biofertilizantes, sabão, pó de rocha, argila, cinza de madeira, etc. Outros produtos muitos utilizados são as caldas cúpricas e de enxofre. O cobre aplicado em mistura com a cal, forma as caldas Bordalesa e Viçosa, que tem ação fungicida, com maior adesividade nas folhas. A cal permite sensível redução na lavagem pelas chuvas, quando comparado com os fungicidas cúpricos Oxicloreto de Cobre, Óxido Cuproso e Hidróxido de Cobre. Tal propriedade evita a contaminação dos solos e dos mananciais de água. Outra calda alternativa é a Sulfocálcica, com ação contra doenças (ferrugens) e pragas (insetos sugadores).

A TEORIA DA TROFOBIOSE E O CONTROLE DE PRAGAS E DOENÇAS

A Teoria da Trofobiose, também conhecida como teoria da planta equilibrada, nos diz que uma planta cultivada só será atacada por um inseto, ácaro, fungo ou bactéria, quando ela tiver na sua seiva exatamente o alimento que eles precisam. A seiva neste caso será formada principalmente por aminoácidos, substâncias simples e solúveis de fácil digestão para esses insetos ou microorganismos.

Uma planta que se encontra num ambiente equilibrado, adaptada ao lugar onde vive, em solo contendo umidade, bem como quantidade e qualidade de nutrientes suficientes, consegue fabricar através do seu metabolismo interno e fotossíntese, substâncias complexas como proteínas, açúcares e vitaminas. Tais plantas dificilmente serão atacadas por “pragas e doenças” já que esses organismos não possuem aparelho digestivo preparado para dissolver substâncias complexas. Nos períodos climáticos desfavoráveis ou quando são empregados excesso de nutrientes solúveis e agrotóxicos, são liberados na seiva das plantas radicais livres (aminoácidos, açucares etc) que são alimentos prontamente disponíveis para os insetos nocivos e patógenos.

A NUTRIÇÃO DAS PLANTAS E O ATAQUE DE PRAGAS

O equilíbrio nutricional tem importância fundamental na saúde das plantas. Por esta razão, deve-se fazer análise do solo e análise foliar para uma nutrição adequada, sem excesso. A correção do solo com calcário deve ser feita de preferência na forma calcítica, conforme a recomendação técnica.
Deve-se dar preferência à adubação orgânica e aos fertilizantes minerais parcialmente solúveis, pois a lenta liberação dos nutrientes proporciona menores perdas pela erosão e chuvas, além de dificultar acúmulo de radicais livres.
Recomenda-se evitar o emprego de adubos altamente solúveis, já que favorecem o desequilíbrio da planta e do ecossistema. Caso seja necessário seu uso, procurar formas menos solúveis, fazendo o maior número possível de parcelamento e aplicar sobre o solo coberto com matéria orgânica ou mato. É fato que a aplicação de adubos de alta e média solubilidade liberam nutrientes que desequilibram as plantas, tornando-as susceptíveis às pragas e doenças.

O VALOR DA AGRICULTURA ORGÂNICA

O valor da agricultura orgânica é medido pela sua preocupação em oferecer um alimento saudável, sem resíduos e na preservação do ambiente, fauna, flora e mananciais de água. No Brasil, há uma “overdose” no uso de agrotóxicos, contaminando os alimentos, o homem e a natureza.

· Segundo documentos da FAO, o Brasil é um dos países que mais exageram na aplicação de pesticidas, principalmente na horticultura. Em torno de 10.000 litros de caldas com agrotóxicos são aplicados anualmente por hectare na horticultura.

· Levantamento do Projeto Terra Viva (1996), contabilizou a aplicação em fruteiras de mesa, a média de 33,5 tratamentos anuais de fungicidas e 32 de inseticidas, num total de 65,5 aplicações durante aquele ciclo vegetativo.

DADOS DA EMBRAPA REVELAM QUE O CONSUMO DE AGROTÓXICOS NO BRASIL CRESCEU 44% EM 10 ANOS (1993-93). O GASTO DE 1,0 KG/HA DE PESTICIDAS EM 1983 PASSOU A SER DE 1,44 KG/HÁ. NO ENTANTO:

· As perdas causadas por pragas e doenças não sofreram redução drástica, e os ganhos de produtividade foram restritos.

· A contaminação dos alimentos, do meio ambiente e os casos de intoxicação no trabalhador rural, cresceram de forma significativa neste período.

O RISCO DOS PESTICIDAS

Os defensivos agrícolas são substâncias ou misturas, naturais ou sintéticas, usadas para destruir plantas, animais (principalmente insetos), fungos, bactérias e vírus que prejudicam as plantações. São enquadrados em várias categorias: germicidas, que destroem microrganismos patogênicos e embriões; fungicidas, que eliminam fungos; acaricidas para combater ácaros; herbicidas, que combatem as ervas daninhas que brotam no meio de certas culturas e prejudicam seu desenvolvimento: raticidas, formicidas, cupinicidas e outros.
Na agricultura convencional moderna, surgida após as grandes guerras, assegurou-se que o combate às pragas da lavoura é indispensável para assegurar a integridade das colheitas. No entanto, esta prática pode acarretar graves prejuízos para o homem e a natureza, principalmente quando realizada de forma inadequada. Entre as piores conseqüências do uso desses produtos são: agressão ao meio ambiente, contaminação de alimentos, prejuízos para a saúde de quem os manipula e a resistência progressiva aos agrotóxicos pelos seres vivos que se pretende eliminar, o que acaba por exigir o emprego de drogas cada vez mais potentes e em quantidades maiores. Quando é feita a aplicação de um pesticida, não é somente determinada praga que é eliminada, mas toda cadeia alimentar, constituída de predadores naturais da praga são eliminados de forma indiscriminada e quem perde é o ecossistema. Portanto, ao utilizar um produto químico na agricultura deve ser tomado todo cuidado, preferindo aqueles naturais e alternativos, que causem menor impacto à natureza e prejuízo á saúde humana e dos animais.

Como fazer mudas de citros

Para a formação dos porta-enxertos, como do limoeiro ‘Cravo’ (Citrus limonia Osbeck), inicia-se com a semeadura de uma semente por tubete plástico de 50 cm3. Quatro meses após a semeadura, as plantas devem ser transplantadas para sacolas plásticas de 20 dm3. Nos tubetes e nas sacolas, poderão ser utilizados substratos comerciais à base de casca de pinos.
Durante o desenvolvimento dos porta-enxertos, fazer a irrigação diariamente. Adubações, com soluções de macro e micronutrientes, e controle fitossanitário preventivo poderão ser realizados quinzenalmente O enxerto em citros mais comum é o enxerto de borbulha em “T” normal ou escudo. Enxertar quando os porta-enxertos apresentarem 8-10 meses de idade e um diâmetro médio do caule de 10 mm, à altura de 15 cm a partir do colo da planta. Nesta fase, o caule do porta-enxerto deve estar “soltando” a casca, Utilizar borbulhas certificadas de 6-8 mm. Passar sobre a região enxertada a fita plástica (evitar cobrir o enxerto e remover 20 dias após a enxertia) ou então o parafilme (não precisa retirar).O enxerto é feito a 15 cm do solo. Depois de enxertado, deve ser feito o encurvamento para baixo do ponteiro do cavalo, para forçar a brotação da borbulha enxertada. Depois de bem desenvolvido, a região acima do enxerto é podada.Trinta dias após a enxertia, é realizado o corte dos porta-enxertos 5 cm acima do ponto de enxertia e, após 120 dias, do pedaço da haste remanescente do porta-enxerto.

Enxertia de Garfagem

É a forma mais utilizada de enxertos para a propagação de fruteiras. Nesse processo, cerca de 15 cm de altura do porta-enxerto (cavalo) abre-se uma fenda com um canivete bem afiado e insere-se ou implantam-se pedaços de ramos (garfos), que irão unir-se de forma definitiva, emitir brotações para constituir a copa produtiva da fruteira, caso do caquizeiro, macieira, pereira, mangueira e abacateiro. Há vários métodos para fazer a garfagem, que vai depender do tipo de planta e habilidade do enxertador.
Os garfos (estacas da planta-mãe) podem ser lenhosos ou herbáceos. Os lenhosos devem ser enxertados no outono ou inverno e os herbáceos na primavera. ALGUMAS FRUTEIRAS PROPAGADAS POR GARFAGEM: Abacateiro, Ameixeira, Cajuzeiro, Caquizeiro, Goiabeira, Gravioleira, Macieira, Pereira, Mangueira e Nogueira- Macadâmia.

A enxertia de borbulha (gemas)

A borbulhia é um método de enxertia que consiste na justaposição de uma gema retirada da planta matriz e inserida sobre o porta-enxerto (cavalo), formado em vasilhames ou no solo. É uma técnica fácil de operar e permite reenxertia do porta-enxerto, em caso de não pegamento. Na multiplicação por esse método pode ser realizado o método de borbulhia uma gema isolada ou uma gema inserida numa placa da casca.
Na preparação das borbulhas, as gemas são retiradas de ramos frutíferos logo antes da floração, que apresentam borbulhas intumescidas. Em fruteiras de clima temperado (ameixa, uva, caqui, pêssego, etc.), a enxertia de borbulhia é geralmente realizada após a formação completa da borbulha, antes da sua brotação, isto é, no outono ou inverno, dependendo da espécie frutífera. Em fruteiras tropicais ou subtropicais poderá ser feito em outros períodos.

TÉCNICAS DE ENXERTIA

A enxertia é um processo de propagação que consiste em ser obter uma planta a partir da combinação de partes de outras duas plantas chamadas enxerto ou porta enxerto. É sistema de multiplicação vegetativa, mantendo-se todas as características da planta-mãe. Nesse processo, coloca-se uma gema ou garfo, que foi retirado de uma fruteira adulta que se pretende propagar, sobre o porta-enxerto, de modo a originar, após o pegamento, uma nova planta.
O porta-enxerto fornece o sistema radicular e a gema ou garfo origina a copa da nova planta. É a parte vegetativa constituída da base do tronco da árvore e o sistema radicular. É o porta-enxerto que sustenta e envia nutrientes para toda planta. Escolher portas-enxerto quanto ao vigor, podendo ser anões, médios e vigorosos. Alguns são muito tolerantes à umidade e outros não. Há portas-enxerto tolerantes aos nematóides e doenças do colo.
O enxerto ou cavaleiro, constitui a parte que é inserida no porta-enxerto, através de uma estaca (ou garfo) ou uma borbulha (gema). Com o desenvolvimento das gemas do enxerto, forma-se a parte aérea da árvore conferindo á planta as mesmas características vegetativas e produtivas da planta-mãe, de onde foi obtido o enxerto. O enxerto deve ser proveniente de plantas adultas produtivas e sadias.

PODA DE FORMAÇÃO DAS ÁRVORES FRUTÍFERAS

A poda de formação da copa de uma fruteira é praticada desde o plantio da muda até que a planta tome o formato e tamanho desejado. Ela tem por finalidade formar a estrutura básica da planta. Visa também proporcionar à planta uma altura de tronco, com respeito á saída das primeiras ramificações da copa em relação ao solo, e uma estrutura de ramos adequados à exploração frutícola.
A poda de formação da copa é exigida para todas as fruteiras, já na fase de plantio da muda. Enquanto que nas fruteiras tropicais e subtropicais consiste apenas em deixar de três a quatro ramos primários bem posicionados, para culturas de clima temperado ela é feita também no segundo e até no terceiro ano após o plantio. Essa operação é feita no inverno ou seja na fase de dormência da planta, para evitar efeitos negativos que podem ananizar a planta.
As plantas de clima tropical e subtropicais, como mangueiras, abacateiros, citros, goiaba, etc, não são exigentes em podas de formação, bastando deixar os ramos básicos nas mudas e eliminar aqueles mal formados. Já as plantas de clima temperado, como a videira, pessegueiro, macieira e outras, é fundamental conhecer as formas de condução da copa e os procedimentos recomendados para a poda de formação para os três primeiros anos de vida.

EFA PAULO FREIRE





domingo, 14 de novembro de 2010

Inspiração na Educação Freiriana

O mais célebre educador brasileiro, autor da pedagogia do oprimido, defendia como objetivo da escola ensinar o aluno a "ler o mundo" para poder transformá-lo.



Paulo Freire (1921-1997) foi o mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacionais. Conhecido principalmente pelo método de alfabetização de adultos que leva seu nome, ele desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político. Para Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação às parcelas desfavorecidas da sociedade, levá-las a entender sua situação de oprimidas e agir em favor da própria libertação. O principal livro de Freire se intitula justamente Pedagogia do Oprimido e os conceitos nele contidos baseiam boa parte do conjunto de sua obra.

Ao propor uma prática de sala de aula que pudesse desenvolver a criticidade dos alunos, Freire condenava o ensino oferecido pela ampla maioria das escolas (isto é, as "escolas burguesas"), que ele qualificou de educação bancária. Nela, segundo Freire, o professor age como quem deposita conhecimento num aluno apenas receptivo, dócil. Em outras palavras, o saber é visto como uma doação dos que se julgam seus detentores. Trata-se, para Freire, de uma escola alienante, mas não menos ideologizada do que a que ele propunha para despertar a consciência dos oprimidos. "Sua tônica fundamentalmente reside em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade", escreveu o educador. Ele dizia que, enquanto a escola conservadora procura acomodar os alunos ao mundo existente, a educação que defendia tinha a intenção de inquietá-los.

Fonte: Revista Nova Escola - Editora Abril

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

HISTÓRICO DA EFAP

O projeto Escola Família Agrícola de Acaiaca começou a ser discutido em 1991 em um encontro regional de representantes das CEB’s (Cumunidade Eclesial de Base), lideranças religiosas, agricultores/as e jovens rurais promovido pela Paróquia de São Gonçalo. Na época, o tema da Campanha da Fraternidade foi “Juventude Caminho Aberto”. A preocupação era muito grande com a formação dos agricultore/as e dos jovens, com o êxodo rural e a  família, agressões ao meio ambiente, com o uso desordenado de queimadas e agrotóxicos; e a prática da monocultura. No mesmo ano foi promovida a primeira Festa do Trabalhador Rural da Paróquia para resgatar e valorizar a cultura rural.
Em 1992, surge a Pastoral da Juventude Rural ligada a igreja Católica com objetivo de formar, organizar e sensibilizar ao jovens rurais, valorizando a cultura popular e a produção Agroecológica, respeitando e protegendo o meio ambiente.
Durante o ano seguinte (1993), aconteceu uma viagem de estudo onde jovens da área rural e representantes das CEB’s visitaram a Escola Família Agrícola de Piranga. No ano de 1994, o STR de Acaiaca foi reorganizado com o objetivo de organizar e promover os grupos de trabalhadores rurais da região.
Ao longo do período que se segue, aconteceram vários encontros, cursos, seminários, viagens de estudo, visitas e assembléias oferecendo formação e capacitação dos/as agricultores/as familiares e jovens rurais proporcionando o uso de práticas agrícolas alternativas de preparo de solo, produção de sementes, plantio, adubação e armazenamento evitando o uso de agrotóxicos o que melhorou a qualidade da produção para as famílias e para o mercado.
Por falta de recursos para construir uma EFA na região, o grupo de agricultores/as e representantes de entidades e igrejas reunidos em assembléia regional, escolheram dois jovens rurais para estudar em uma EFA de ensino fundamental no município de Sem Peixe-MG, interligando aos movimentos populares da região ao projeto EFA. Esta parceria nos trouxe vários benefícios como melhoria na produção e organização de grupos de jovens rurais.
Em janeiro de 1998, aconteceu a assembléia do projeto CEPA- Comunidade Educativa Popular Agrícola, no município de Acaiaca. Estavam presentes representantes de várias estidades não governamentais, igrejas, EFA’s, pastorais sociais além de agircultores/as e jovens rurais da região. Na oportunidade foi demandada uma carência de profissonais da região formados em Pedagogia da Alternância, por isso, a assembléia esolheu dois ex-alunos da EFA de Sem Peixe para cursar o ensino médio profissionalizante na ETEFAB- Escola Técnica da Família Agrícola Riacho de Santana, Bahia. E, continuou o elo de ligação e os trabalhos de base promovendo várias atividades.
Como resultado de todos os trabalhos, conseguimos eleger um prefeito comprometido com os movimentos e desenvolvimento da região. Durante o ano de 2000, realizamos a 8a  Festa do Trabalhador Rural da região com o tema “Agricultura Familiar: Fartura em Nossas Mãos”. No mês de novembro, um jovem do projeto participou de uma viagem de estudo e do Congresso Internacional  de Jovens Rurais em Bruxelas, Bélgica, promovido pela AIMFR- Associação Internacional dos Movimentos de Formação Rural.
Em 2001, realizamos a Primeira Plenária do Trabalhor Rural onde foram discutidos os problemas destacando a formação dos jovens rurais e conservação do solo. E o tema da Festa do Trabalhador Rural foi “Água e qualidade de vida” com ativadades nas comunidades.
Em 2002, intensificamos os trabalhos junto as comunidades rurais, poder público e entidades parceiras na elaboração do Plano Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável onde a EFA foi colocada como uma das prioridades. Realizamos a 2a plenária do Trabalhador Rural e a X Festa com o tema “Desenvolvimento Rural Sustentável- Por Uma Terra Sem Males”.

Em abril aconteceu a primeira assembléia regional ampliada envolvendo lideranças comunitárias, entidades, igreja, poder público, agricultores e jovens rurais dos municípios de Acaiaca, Barra Longa, Mariana, Guaraciaba e Araponga, onde foi constituída a comissão Regional Pró-EFA com objetivo de realizar o trabalho de base e criar a associação.
Durante o ano de 2002, foram realizados os trabalho de base, encontros, viagem de estudo na EFA de Sem Peixe e recebemos a contribuição de estagiários/as da EFA de Turmalina-MG. Também participamos da mobilização em torno do Projeto de Lei na Assembléia Legislativa em Belo Horizonte e do 1o Congresso Nacional de Jovens Rurais em São Paulo. E, em 15 de dezembro um marco histórico para o nosso projeto: a assembléia de criação da Associação Regional Escola Família Agrícola Paulo FreireAREFAP com sede na comunidade rural de Boa Cama-Acaiaca-MG que decidiu pelo curso de ensino médio profissionalizante atendendo as áreas de agropecuária e agroindústria, atendendo os municípios de Acaiaca, Diogo de Vasconcelos, Piranga, Guaraciaba, Mariana, Barra Longa e região.
Em fevereiro de 2003, foi feito o planejamento da AREFAP que pretende começar suas atividades escolares em fevereiro 2004. Em maio, a associação foi reconhecida como de Utilidade Pública Municipal pela Câmara de Vereadores de Acaiaca.